segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Acabei esquecendo que tinha aberto essa conta. Eu escrevo em muitos lugares pra tentar compensar a falta de amigos com quem eu possa falar. 
Não ajuda muito, na verdade, mas pelo menos quando escrevo dá vontade de chorar e é como se eu estivesse colocando pra fora. O lado bom de não ter amigos é que você sabe que ninguém nunca vai saber dos teus segredos. O lado ruim é que você acaba contando cada um deles num site público e um dia qualquer pessoa pode descobrir. 
Mas quem iria se preocupar em saber o que eu penso?

O próximo mês é um mês importante. 
É o mês do aniversário dele. Eu não gosto de aniversários, mas isso me deixa nervosa como eu nunca estive pra um aniversário meu. Passei meu último com ele. Pela primeira vez eu desejei que fizesse aniversário de novo ou que simplesmente o tempo não passasse. 
Não sei se deveria comprar um presente. Não teria um jeito de entregar. 
(Na verdade tem um jeito, mas eu teria que fazer isso pessoalmente.)
Eu poderia simplesmente deixar no portão dele. 
Não vou precisar assinar. Ele vai saber. 

Já sentiu alguma vez como se você fosse parte de alguém? Como se dois corpos compartilhassem a mesma alma? Soa estranho, mas é uma coisa que eu sinto. Só agora. Mas eu sinto. 
Se eu acreditasse em vidas passadas poderia dizer que a gente se conheceu. 
Mais que isso. 
Que tivemos uma vida juntos. 
Porque quais são as chances de duas pessoas completamente complementares se encontrarem no meio de mais de 7 bilhões outras?
Eu acredito em destino. 
Acredito em histórias escritas pra ser. 
Eu já amei antes. A gente sempre ama de novo, por mais que ache e jure que não. Ele é o meu "de novo". Ele foi o meu "mais ninguém". A exceção da regra de não gostar de mais ninguém. Mas isso eu sinto como se não fosse acabar, como se eu estivesse presa pra sempre. Me faz sentir como se nós fossemos ficar andando em círculos pra sempre, nos encontrando todas as vezes que tentarmos tomar outra direção, até o dia em que aceitarmos que nosso caminho é um só, literalmente um. 

Como fazer alguém acreditar em tudo isso quando você nunca conseguiu ser sincera?
"A verdade faz todo o resto parecer mentira", eu ouvi uma vez. 
Mas deve haver um jeito. 
Tempo, as pessoas dizem.
Tempo.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Novo ano, novas atitudes.

Ou velhas, considerando que eu já fiz isso antes, sem sucesso, já que tô fazendo de novo. Enfim, às vezes na nossa vida a gente tem que se afastar de algo ou alguém importante, que a gente ama, as vezes pro bem desse alguém, mas também pode ser pra o seu próprio bem. Pode parecer egoísmo a princípio visto que quem errou fui eu, mas acaba sendo pra minha saúde física e mental. Talvez eu esteja enfrentando uma coisa muito maior que uma simples tristeza por causa disso tudo. Tudo o que eu queria era ficar perto dele e tentar todos os dias, mesmo que com minhas esperanças diminuindo a cada segundo, eu tentaria, mas não tenho mais forças pra ser pisada. Não tenho mais forças pra ver a verdade esfregada na minha cara toda vez que eu tento fazer alguma coisa certa. 
As redes sociais podem te ajudar em muitas coisas, tipo, te ajudar a conhecer uma pessoa nova, sei lá, se apaixonar de novo. Isso acontece o tempo todo pelo mundo. Bom, o que eu consegui foi distração, mas nada sólido. Desisti depois de três tentativas falidas. A mesma rede social me mantinha em contato com ele, era a ponte que ainda fazia com que ele eventualmente me lembrasse que foi embora, que tá vivendo perfeitamente bem sem mim e que gosta de deixar isso bem claro. Enfim.. O ano recomeçou há 4 dias e eu já tive o suficiente pra entender que precisava me afastar dele. Na verdade eu já havia entendido há um tempo, mas nunca quis aceitar, admitir. É horrível, desesperador ficar longe da pessoa que você mais quer por perto, mas é o que eu vou fazer. É o que eu tenho que fazer. A partir de hoje ele está devidamente bloqueado em todas as redes sociais. Não há jeito de se comunicar comigo, apesar de eu duvidar de um dia por alguma razão ele querer falar comigo, mas, enfim.. Talvez seja covardia minha, talvez ele não faça de propósito, mas só eu sei como dói. E como dói. Parece que não vai passar nunca. 
Mas eu sei que vai. 
Se você cutuca uma ferida ela continua abrindo, sangrando, até inflamar. Vou encarar essa atitude como um band-aid. Agora, o tempo vai se encarregar de curar. 
Eu sei que vai.